Halloween em Woodstock
Modelito da Beatriz direto de Woodstock 1969:

Janis quem, mamãe?
9 meses da bebê-gerimum
Beatriz, no auge dos seus 9 meses, continua linda! Mas… estou transformando a minha filha em um monstro alaranjado:
ELA ESTÁ VIRANDO O BEBÊ-GERIMUM!!
Tudo por causa de uma dose cavalar de betacaroteno. O legume que ela mais gosta é a abóbora, e tasquei abobóra na coitadinha por dias e dias sem parar. Aí voltei a introduzir a batata-doce e a cenoura, que ela passou a aceitar. Conclusão: está com as extremidades todas alaranjadas. O nariz é o mais piada, super-cor-de-abóbora!
Legumes betacarotenados à parte, estou a poucos dias de perder o mísero tempo livre que tenho. Após dominar a arte do sentar, Beatriz pratica avidamente os movimentos para sair engatinhando. Ainda tem algo que não a deixa, mas já já ela descobre o pó de pirlimpimpim e sai em disparada! Se isso vai me fazer perder a tigela que se instalou no meu abdomem, 1-2-3-e-já! Vai, filha, vai!


9 meses de maternidade
Nunca fiquei tanto tempo sem escrever por aqui. Não é falta de assunto, não. É falta de ligações sinápticas. Sim, meu cérebro está ficando lisinho, lisinho. Pô, lisinho poderia ficar esse arbusto mal podado que eu chamo de cabelo. Eu gosto do meu cerebrinho todo enrugadinho, todo elétrico, enviando bobagens de lá prá cá. Mas não, ele resolveu que lisinho dá menos dor de cabeça. Mentira, dá mais.
O fato é que todo dia tenho coisas novas para registrar. E ao longo do dia vou escrevendo o post mentalmente. Aí quando dá aquele minuto sagrado em que eu resolvo escrever, eu sento na frente do laptop e PUFF. Branco total. Às vezes eu me assusto porque nem consigo me lembrar sobre o que eu ia escrever. Eu espano e deixo para lá.
Mas hoje, mesversário de 9 meses da nossa linda filhota, eu resolvi deixar a louça na pia, a roupa por lavar, a casa de pernas para o alto, e aproveitar o soninho da Beatriz para religar alguns neurônios.
*****************************
Por mais que eu queira, não sou e nunca serei a Mulher Maravilha. Talvez uma Linda Carter, com alguns milhares de dólares em plástica, escova definitiva e lente de contato azuis. Então, quando a louça estiver lavada é porque não tem post. Se tem post, a roupa a ser guardada vai ficar para amanhã. E os e-mails, scraps no orkut, facebook, twitter, comentários nos blogs amigos vão demorar alguns anos-luz dias para acontecer.
*****************************
Com dois passos para frente e um para trás, caminhamos na direção das noites bem dormidas. Tivemos 3 noites seguidas com Beatriz dormindo direto, sem a mamada na noite. Iupi! Só me falta agora a aprender a não acordar de madrugada. Oh, céus…
*****************************
A temperatura começou a despencar aqui por essas bandas. Há pouco era impossível sair de casa por causa do calorão. Agora, o ar seco e o vento gelado castigam. Vai chegar a época em que nem no pátio do condomínio a gente vai poder ficar mais que 10 minutos. A Beatriz já está sendo equipada com roupas e botas para neve.
Gosto de morar aqui, mas o clima dessa cidade me cansa…
*****************************
Há alguns meses eu comecei a sentir uma dor chata no ombro direito (já machucado velho-de-guerra na minha época de marombeira), que desceu para o cotovelo (outro espólio da mesma época), e que chegou ao punho. Tendinite que vem me tirando do sério. A tendência é só piorar, já que não posso tomar antiinflamatório por causa da amamentação. Quero ir a um quiroprata, mas levar a Beatriz junto é pedir para a consulta ser um desastre. Levar alguém para tomar conta dela? Sonho meeeeeeeeu, já que ela está no auge da angústia da separação. Seguimos com a dor adiante. E torcer para que a falta de força na minha mão não cause um acidente.
*****************************
E falando em amamentação, tudo continua de vento em popa. Aliás, que vento. Mamadeira? Esquece. Há duas noites eu joguei a toalha, e prometi que nunca mais iria tentar dar uma mamadeira para ela. É stress para mim, para ela, e muito dinheiro jogado no ralo. Ela gosta da fórmula, e adora o mingau que toma com ela. Mas não curte o bico. A última aquisição foi uma Tommee Tippee, uma pequena fortuna em forma de mamadeira, que promete ser a Ferrari das mamadeiras quando se quer fazer a transição do peito para a fórmula. Bem, Beatriz não quer saber de Ferrarris.
Então, leite no copo será. E ponto final.
*****************************
Todo o esforço para a mamadeira não tinha como objetivo o desmame, mas só um pequeno alento para que eu pudesse ter algumas duas horinhas para mim sem se preocupar com o “preciso voltar correndo porque ela precisa mamar”. Ok, seguimos com a toada. Ninguém disse que seria fácil. Logo logo isso melhora.
*****************************
E falando em acidentes, minha mente anda povoada com alguns pensamentos bestas. Moramos em um condomínio que fica no alto de um morro: da avenida principal, é preciso subir duas ladeiras bem íngremes para se chegar em casa. E óbvio, para se chegar à avenida é preciso DESCER as mesmas ladeiras. Pois o pensamento besta acontece quando eu desço com a Beatriz no carrinho: me dá um pânico imaginando que eu vou tropeçar ou escorregar na descida, largando o carrinho. O resto não preciso descrever. Resolvi que só desço a ladeira com ela no carrier, ou com o carrinho amarrado no meu pulso. Neura? Sim, da pior espécie. Mas não consigo controlar, quando estou descendo a coisa aparece na minha frente. Me dá até taquicardia.
Fico imaginando se isso acontece com todas as mães…
*****************************
50 minutos depois, o soninho da Beatriz terminou. E com ele, esse post. No próximo soninho tem mais post. Ou louça lavada. Ou roupa guardada. Ou toalhas trocadas.
Matrioshka
Beatriz e a Matrioshka:
Poesia paterna
Poesia concreta, estilo Arnaldo Antunes:
“Gatinha, minha gatinha,
A filha da vizinha engatinha,
E você, não engatinha porque,
Hein, gatinha???”
Será que os Titãs estão precisando de um letrista?
Para marcar no calendário
22 de outubro de 2009: o dia em que a Beatriz dormiu a noite toda pela primeira vez!
Mamãe e papai agradecem as horas benditas de sono merecido!
What a feeeeeeeeeeeeling!

Mamãe, quando é que a tal brincadeira "Flashdance" vai começar? Já tô pronta faz um tempão e você só fica aí, tirando fotos...
Da série “Fotos pelas quais ela vai me odiar no futuro”, Parte 1
Resfriado brabo, né, filha?

Ah, eu te pego, papai...
Não vai engasgar, hein?
Beatriz degustando seu primeiro biscoitinho de arroz:
Balanço dos 8
8 meses de Filhota. Não sei o por quê, mas me fizeram parar para pensar em um monte de coisas diferentes.
No fim de semana estávamos eu e o Renato conversando sobre isso. Eu comentei sobre como a Beatriz estava exponencialmente fazendo coisas novas, e que em alguns dias ela JÁ completaria 8 meses. Ele me disse que não achava que tinha passado rápido demais ou devagar demais, mas que tinha passado o tempo “certo” (papo louco esse!), mas que para mim deveria ser diferente, já que eu passo o tempo todo com ela.
Bom, eu não sei mensurar. Às vezes paro e penso como passou rápido. Às vezes, como está passando devagar. Independente da velocidade, foi assustadoramente assustador pensar que há 8 meses eu troco fraldas todos os dias, que eu amamento diariamente, que eu não consigo ter uma noite de sono completa e que acordo pelo menos duas vezes durante a madrugada, que escuto um bebê chorar por motivos diversos (e antes não identificados) todos os dias. Pensando nesses números eu até tive falta de ar. Mas a verdade é que nada disso tem muito peso.
Muitas mães dizem que a gente se esquece das coisas pelas quais passamos, mas acho que não é o caso (ainda mais no meu, que está tudo registrado, e apesar de que comecei o diário a partir do segundo mês da Beatriz, eu tenho um diário com horários de cada respirada que ela deu, desde que chegamos em casa por um mês). Sim, dá vontade de arrancar os cabelos e se jogar da janela às vezes. Mas ver cada lágrima, cada gota de suor, cada larica por açúcar, cada cabelo contribuindo por ralos entupidos, cada noite mal dormida – tudo – sendo transformado em um bebê FELIZ é tudo o que eu gostaria que acontecesse. Poder usar os cinco sentidos para confirmar o fruto do nosso trabalho não tem preço.
Aos poucos vou retomando meus outros papéis na vida. Chegou o momento de colocar o papel de mãe no lugar reservado para ele, ao lado dos outros. Ele ainda ocupa a cadeira VIP, mas a mulher que gosta de fazer as unhas todas as semanas, a esposa, a profissional que precisa de reciclagem, a devoradora de livros, a blogueira do Iacobus, a apaixonada por cozinha, a “malhadora”, entre tantas outras Selmas, precisam voltar à tona. Lentamente isso vem acontecendo. Há duas semanas eu saí com algumas amigas para um jantar; consegui terminar um livro que não falava sobre bebês e seus cocôs; decidi retomar o Iacobus; tento cozinhar algo diferente todas as noites. E sei que quanto mais fizer, mais papéis adormecidos acordarão.
Muito bom saber (e sentir) que tudo se encaixa.

