Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Parabéns, filhota!

Puxa, o aniversário dela foi na 6a. feira, e nem deu tempo de escrever nada (estamos preparando uma festinha pra ela que será hoje, domingo).

Mas isso não quer dizer que eu e a Selma não comemoramos antecipadamente, ainda que de forma modesta.

Parabéns pelo seu Primeiro Aniversário, filhota!

Eu e meu bolinho personal.

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31/01/2010 Posted by | Beatriz, diário, fotinhas | 13 Comentários

O carão

Pai e mãe só têm um carma nessa vida: passar carão por alguma coisa que o filho fez ou falou. Fala aí: quem é que não se lembra de ter deixado o pai e a mãe com a cara no chão depois de ter falado ou feito algo inocentemente? I do!

Pois é… Os amigos do Sentada na Pia já estão carecas de saber que a combinação Beatriz e mamadeira dá um telecatch no horário nobre da TV (humm… ia ser engraçado se o Rato desenhasse a Beatriz em um pega com a mamadeira dentro de um ringue… hehehe). Bem, acontece que no domingo passado, enquanto falávamos com os avós no skype, eu preparava o mingau para café da manhã da filhota. Preparei a fórmula e comecei a cantarolar um pan-pararan-paran-pararan-paran… uh! feito rumba enquanto chacoalhava a maraca-mamadeira. A Filhota, no colo do pai, toma imediatamente a mamadeira da minha mão, bota na boca e… COMEÇA A TOMAR O LEITE PELA BENDITA. Tudo isso bem na frente da webcam, para o deleite dos avós! Ficamos eu e o Renato com cara de quiabo, e passamos o resto do dia tentando entender que raios aconteceu para que ela tomasse o leite na mamadeira. Alinhamento dos astros? Proximidade do Ano do Tigre em duas semanas? Milagre da areia da praia das Filipinas? No final das contas, ficamos com a impressão de que tinha sido um caso isolado, um lapso momentâneo de razão.

E eis que ontem, logo após a soneca da tarde, eu tive uma epifania. Preparei uns 200ml de fórmula, já deixando a aveia de lado para preparar um mingau depois da luta livre. Peguei ela no colo, cantarolei a mesma rumba para misturar o leite, sentei com ela no chão para assistir a um desenho e ofereci a mamadeira. Pegou de prima. Tomou os 200ml sem respirar, e se tivesse mais, tomava mais. Olhou prá mim com cara de “ô, tô com fome ainda”. Peguei um pedaço de queijo, ela devorou. Um cracker, ela devorou. Enquanto ela comia o queijo, eu contava a boa-nova para o Renato pelo telefone. Uma mamadeira inteira, sem choro ou esperneio.

What heck is going on!

27/01/2010 Posted by | Beatriz, colcha de retalhos, diário | 15 Comentários

Divinas tetas fazendo aniversário

Em três dias Beatriz faz aniversário. E com ela, as divinas tetas. Seis meses de amamentação exclusiva, 10 meses de amamentação noturna, e as tetas continuam produzindo modestamente o leitinho para três mamadas diárias da filhota. Às vezes duas. Às vezes 4.

Nesse quase um ano, tive momentos de amor e de ódio com a amamentação. Depois dos seis meses eu senti uma melhora sensível, talvez porque com a introdução dos sólidos eu deixei de me sentir drenada até os ossos. Aí veio a neura da mamadeira, que não acrescentou nada além do capítulo da novela “nunca mais vou parar de amamentar”. Resolvi relaxar e contar com o curso natural das coisas. Fiquei de bem das tetas novamente.

Depois da nossa viagem de Ano Novo, fiquei bastante doente. Um casal de vírus resolveu passar a lua-de-mel dentro de mim, então foi gripe e diarréia ao mesmo tempo. Não bastaram sete dias, eles queriam mais: dez dias para fazerem o serviço completo. Nesse período, a amamentação foi um tormento, algo que me sugava mais do que eu podia dar. Respirei fundo e fui em frente, mesmo porque as tetas são a única fonte láctea da Beatriz. Mas foi duro, me sentia muito fraca, desanimada, e imaginando que eu poderia ter me recuperado muito mais rápido se meus anticorpos não estivessem indo todos embora.

Desnecessário dizer que a Beatriz ficou doente também, mas por um dia somente. Uma coriza chata que nem diminuiu o apetite dela, e só. Nessas horas eu levanto as mãos pro céu para agradecer as divinas tetas…

Às vezes eu me sinto um ET no universo da maternidade. Todo fórum de discussão sobre amamentação eu só encontro mães que bradam de peito aberto “GENTE, EU AAAAAAAAAAMO AMAMENTAR!”. Confesso que eu nunca entendi esse AMOR por amamentar, um sentimento até doentio pelos relatos que eu leio. Mães que sofrem mais que na hora do parto na hora do desmame, ou que se sentem completamente abandonadas pelos seus bebês que decidiram que não querem mais as tetas. Eu me olho no espelho e pergunto: Selma, por que você amamenta? As respostas que vêm são as mais diversas, mas a única que não vem é “eu amamento porque eu AAAAAAAAAAMO AMAMENTAR”.

A cada dia que passa o desmame fica mais próximo. Sei que teremos alguns revezes, mas penso que tudo acontecerá naturalmente, no sentido literal da palavra. A Beatriz aos poucos vai se desvencilhando da necessidade de mamar, vai encontrando novos interesses, novos sabores. E assim, da mesma forma em que tudo começou – naturalmente – ela deixará de ser um bebê para se tornar verdadeiramente a nossa Gulliver, com o universo inteiro para explorar. E eu… bem, eu nunca mais voltarei a ser a mulher que era. Serei uma muito melhor!

26/01/2010 Posted by | colcha de retalhos | 8 Comentários

Poesia para a linda menina

Lááááááá no ano passado, quando a Beatriz era uma bebezoquinha bem pititinha, ela teve um chá da tarde com o Caco. E aí nossa amiga Alda Maria adorou a foto do evento e escreveu uma poesia muito linda para a filhota. Puxa vida… faz tanto tempo que estou para registrá-la aqui, e ainda não o fiz.

A poesia da Alda Maria traduz tudo aquilo que a gente passa a entender depois que cresce. E que antes parece uma grande bobagem, porque temos todo o tempo do mundo. Que doce ilusão.

Feliz da filhota se ela puder entender isso um pouquinho. Só um pouquinho.

Alda Maria e Nico queridos, obrigada pelo carinho sempre!

Para Beatriz

Menina, linda,
Linda menina
Menina ainda
Que não tarda a crescer…

Dou-lhe um conselho:
Não cresça com pressa
Tenha calma,
Sorria à bessa,
Mas…
De feliz!

Olha Seu sapo!
Esse aí, do seu lado!
Ele é seu futuro…
Namorado!?!
Xiiiiiiiiiiiii… então, me escuta
Com muita atenção:
Não o beije agora, não…
Deixe pra beeeeeem mais tarde.

Seja agora
Somente aprendiza:
Viva, pula, resmunga e grita!
Use o sapatão do papai e
O batom da mamãe;
Brinque de barra-manteiga
Ou de cantigas de roda;
Ou então, faça um guisadinho…
Hummm, que delícia!

Sorria bastante!
Como na foto do Seu sapo.
Faça bagunça, pinta o sete!
Faça muitos amigos:
Que sejam novos ou antigos,
Mas,
Verdadeiros amigos!

Peço ainda duas coisinhas:
Não deixe de ser
F e l i z,
E não esqueça
De mesmo depois de grande,
De ser sempre,
B e a t r i z.

Alda Maria Safady, Mar-13-2009

22/01/2010 Posted by | Beatriz, poesia | 5 Comentários

A cremalheira

Nos meus tempos de estágio na Ford, lá nos idos de 1987, eu trabalhei com uma pessoa muito especial chamada Sr. Burgos. Ele era uma enciclopédia automobilística ambulante, sabia tudo de tudo sobre carros e caminhões! Mas o impagável mesmo eram suas tiradas, daquelas de escrever um livro para a posteridade. Se eu oferecia uma bolacha, ele me dizia com aquela voz de trovão: “Está oferecendo mel prá urso, Dna. Selma!”. E comia várias bolachas. Ou, quando eu me oferecia para organizar a mesa dele (que era enterrada no meio de pilhas de papel): “Dna. Selma, quem guarda tem, quem não guarda a pedir vem.” O que queria dizer, muito educadamente, sai prá lá e não encosta na minha mesa.

Ah, sim! E o que a estória do Sr. Burgos faz aqui? É que a tirada mais preciosa, repetida diariamente após o horário do almoço, era: “Dna. Selma, hora de polir a cremalheira.” E lá ia o Sr. Burgos em direção do banheiro, escova e pasta de dente na mão!

E olhando os SEIS DENTÕES na boca da Beatriz, me fez lembrar da cremalheira do Sr. Burgos!

Até o mesversário de 11 meses, a Beatriz estava tridente. Ainda naquela semana, nas Filipinas, o quarto dente debaixo saiu, e quando chegamos em Seul o dente já estava bem visível. E na semana passada os dois incisivos superiores apareceram, depois da família passar algumas noites em claro…

É a cremalheira da Beatriz tomando forma!

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A piada da cremalheira é BEM INTERNA da indústria automobilística, coisa de engenheiro mecânico. Para quem nunca viu uma, táqui o link da wikipedia!

19/01/2010 Posted by | Beatriz, diário | 7 Comentários

Feliz Bebê Rambo Novo

Dia 18 de janeiro e eu ainda nem dei as caras por aqui… Férias, volta das férias, planejamento da festa da Beatriz, combo virose e gripe e… Beatriz finalmente engatinhando!

Ela desembestou a engatinhar um dia depois que voltamos das Filipinas. Já estava há algum tempo se arrastando para frente e para trás, ensaiava um ficar de quatro, e na hora do vamos ver… nada. Lá no hotel ela sempre ficava no “quase”. Foi chegar em casa e puff!, desencantou!

É óbvio que o sossego acabou. Mas pelo o pouco que eu pude observar, o desafio vai ser maior do que eu imaginei.

A primeira semana foi interessante. No segundo dia das suas engatinhanças, Beatriz foi avidamente em direção do gaveteiro de seu quarto, e abria e fechava a gaveta como se fizesse isso há muito tempo. E havia momentos em que ela se esquecia de que já podia se movimentar pela casa, e chorava. Aí vinha o estalo e lá ia ela para suas aventuras. A cada dia que passa ela fica mais rápida, e a cada descoberta ela solta gritos de alegria! Nem sempre a gente fica tão alegre quanto ela: afinal, são duas estantes cheias de CDs e DVDs, vasos coreanos de cerâmica, porta-retratos e plantas espalhados pela sala.

Nosso lema é não tirar nada da frente, a não ser que seja algo perigoso. Ela precisa aprender o que pode ou não mexer, então estamos determinando os territórios permitidos e proibidos para ela. Isso significa ficar 100% do tempo com ela, repetindo sem cansar o que pode e o que não pode. Ela entende bem o NÃO, e reage com frustração. Mas aprende, e aprende rápido. E quando aprendeu, faz novamente o que não deve para nos testar. É claro que não podemos dizer não para tudo, senão acabaremos uma pessoinha travada, acomodada na sua zona de conforto, sem ganas de explorar nada na vida. Existem zonas permitidas na sala, e quando ela as descobre, é pura felicidade! Uma delas é o móvel de boticário que temos, com várias gavetinhas, todas bem levinhas e sem danos de machucar seus dedinhos se ela acidentalmente fechar uma delas com a mão dentro. Ela abre e fecha as gavetinhas sem cansar, e agora leva seus brinquedinhos para guardar. Agora há pouco achei uma bolinha e uma chupeta lá dentro…

E a cada dia o saldo é exponencial. A única coisa que ainda não mudou foi o estilo Rambo de engatinhar. O chão da casa é muito liso e ela ainda não conseguiu firmar completamente os joelhos. Então ela se movimenta com um misto de engatinhar e o arrastar de um soldado na guerra. E nessa toada, vai deixando o dia da empregada mais fácil: o chão está limpinho, limpinho!

18/01/2010 Posted by | Beatriz, Então..., filminhos | 9 Comentários

De volta…

…e a Beatriz comendo  seu primeiro abacaxi!

Obs: pra quem não viu a gente no Fantastico, aí vai o link:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1422076-15605,00.html

09/01/2010 Posted by | Beatriz, diário, fotinhas | 10 Comentários