Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Consultoria # 1

Pergunta às mães de plantão: na falta de óleo de amêndoas, posso misturar Hipoglós com óleo Johnson?

Atualização do post:

Eu trouxe várias pomadinhas do Brasil – Bepantol, Weleda e Hipoglós – para usar nas trocas de fralda. Mas o Hipoglós é super-grosso, e precisa de uns 17 banhos para poder tirar a camada da pomada. A pergunta foi exatamente para saber o que usar para diluir um pouco a pomada.

Por aqui eles não usam essas coisas, não…

31/03/2009 Posted by | perguntar não ofende... | 18 Comentários

Bad Trip

Bad Trip, sem LSD.

Ontem foi dia de vacina. E, de quebra, Beatriz tomou sete delas. Sorte que foram somente duas picadas, porque a Dra. Annabel (na verdade a Alemanha) trabalha com a Infanrix Hexa, seis vacinas combinadas: tétano, difteria, coqueluche, poliomielite, influenza B e hepatite B. Essa foi uma picada. A outra foi a Prevenar, ou pneumocócica. Dra. Annabel + duas picadas nas coxas = Beatriz com febre, tosse (talvez reação da coqueluche com a pneumocócica) e dor no corpo.

Mas fica pior: o cocô ficou preso. Uma luta! Não sei se foi coincidência, ou se ela não tinha forças para evacuar. A cada mamada era uma hora de massagens, franguinho assado, bicicleta, musiquinhas, pega no colo, põe deitada, põe no bebê-conforto, pega no colo… Em quase todas as vezes tive que dar luftal para ajudar, o que realmente ajudou. Mas, tadinha… Com a febre, dor no corpo e sem forças, ela gemia baixinho de agonia depois de fazer força e não conseguir fazer cocô: miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, miiiiiiiiiiiiiiiii, miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…  

Pegá-la no colo também está difícil. É só encostar nela que ela começa a berrar. Até ajeitar uma posição para ela ficar, o berreiro não passa. E o soninho está super-agitado: ela acorda chorando forte por alguns segundos, para depois cair no sono novamente. Bem, sono é o que ela mais tem desde ontem.

Apesar de tudo, todo esse chororô é bem administrável. Eu SEI o que está acontecendo, então o fator preocupação não existe. Há muito pouco o que fazer, a não ser monitorar a temperatura e acalentar para aliviar o incômodo. E ficar ao lado quando a cólica e o cocô preso chegam. E outra: vacina é uma coisa MUITO BOA! Pior é ter uma criança doente DE VERDADE.

E a nossa bebê continua na Curva Gulliver em Liliputh de Crescimento: com 2 meses, Beatriz já alcançou 61.2cm e 5.330kg. Em altura ela continua fora da curva; em peso ela está acima de 95% das crianças na idade dela. E não, não estamos falando do padrão coreano. A pediatra é A-LE-MÃ. Povo baixinho por natureza…

31/03/2009 Posted by | Beatriz, diário | 6 Comentários

Mais um Mesversário!

Parabéns para mim!

Parabéns para mim!

2 meses de muita travessura! Feliz Mesversário, filhota querida!

29/03/2009 Posted by | Beatriz, diário, fotinhas | 15 Comentários

Cara de conteúdo

Não, nanando!

Eu ainda não leio o Estadão...

28/03/2009 Posted by | Beatriz, fotinhas | 21 Comentários

Batendo perna

Sábado é dia de passeio. E domingo também. E ao contrário do que a maioria no Brasil prega, saímos com a Beatriz pela primeira vez quando ela tinha 2 semanas, e desde então não paramos mais.

Desde que nos mudamos para a Coreia, passamos a observar os casais com filhos pequenos. Bebê de 2 semanas indo à missa, bebê de 2 meses viajando para Hong Kong, bebê de 3 meses viajando para a China e escalando a Muralha no colo do pai, vários bebês acompanhando os pais pelos cafés e restaurantes da cidade. Faça frio, calor, sol ou chuva, nada é motivo para que a vida não continue andando. Tudo isso nos surpreendeu positivamente, e agir dessa forma passou a ser nosso objetivo quando tivéssemos filhotes. E assim foi.

O primeiro comentário que a gente ouve das pessoas é: mas ela ainda nem tomou as vacinas! É verdade, mas se as vacinas fossem o xis da questão, teríamos que esperar um ano para tirar a Beatriz de casa. A maioria das vacinas têm as últimas doses quando a criança tem quase um ano de idade, e só com a última dose é que a imunidade está completa. Essa desculpa, então, é totalmente non-sense.

Perguntamos à Dra. Annabel, a pediatra da Beatriz: podemos sair com ela? A resposta foi: não só pode como deve. Ela precisa ser exposta ao mundo, sempre devidamente vestida de acordo com a temperatura. Isso só vai ajudar na construção do seu sistema imunológico. Tem que sair, sim.

É claro que tempo que ser mais seletivos nos lugares que frequentamos agora. Não dá prá ir almoçar em nenhum dos restaurantes Middle East que a gente tanto gosta, porque o ambiente é para fumantes e os muçulmanos donos dos locais não vão ficar muito contentes com uma mulher amamentando, se for preciso. Ou nos outros muquifos que frequentávamos, porque são pequenos demais para acomodar um carrinho, ou porque o banheiro só tem um vaso e olhe lá. Também não vamos expô-la aos mega-mercados de rua, apinhados de gente de todas as partes do mundo. Mas dá prá ir tranquilamente aos Family Restaurants (Bennigan’s, Outback, Friday’s, VIP’s, Hooter’s) e aos Shopping Centers, os quais possuem salas de amamentação de cair o queixo.

Hoje passamos várias horas do dia fora de casa. Fomos ao mercado, ao shopping center (compramos mais kimoninhos para ela!), e depois almoçar no Centro Financeiro de Seul. No final do passeio a Beatriz já estava meio torta, resmungando bastante (bendito soninho…), mas ela foi valente e se comportou muito bem! Riu para todo mundo que vinha brincar com ela, e se divertiu vendo a paisagem diferente.

Amanhã tem mais!

28/03/2009 Posted by | colcha de retalhos, diário | 11 Comentários

Zona cinzenta

Estava conversando com os meus sogros no final de semana – a Vó Nini e o Vô Renato – e eles me contaram que receberam a visita do médico da família (em São Caetano do Sul tem médico da família que vai em casa – nota 10!). A primeira pergunta dele foi: nasceu? O Vô Coruja, que não perde tempo, já estava com o super-álbum na mão com todas as fotinhos da Beatriz para mostrar para o doutor. Quando ele viu a foto da Beatriz com um dia de vida, ele pasmou e disse que em 30 e tantos anos de medicina ele nunca tinha visto um bebê como ela. Bom, esse comentário não é mais novidade prá gente…

Mas aí veio a pergunta do Vô: Selma, você não se confunde com o tamanho dela?

A resposta é: sim, me confundo. Tenho sempre que me lembrar de que ela é ainda um bebê recém-nascido, e não uma menininha que vai responder ao que eu falo e sair andando atrás de mim quando virar as costas.

E aí parei para pensar em tudo o que eu tinha feito à Beatriz nas últimas 7 semanas. Fico imaginando se eu estimulei a minha filha mais do que deveria. Se falei demais com ela, se brinquei demais, se cantei demais; se mostrei brinquedos que não deveria ter mostrado; se a expus a muita informação cedo demais. Acho que em algumas vezes sim, mas em muitas ela respondia positivamente. Com 3 semanas ela já ria espontaneamente, como nessa foto. Com 4 já havia descoberto que se batesse com as mãozinhas em um dado-chocalho ele produziria sons. E tantas outras pequenas coisas que me espantam todos os dias.

Nunca saberei as respostas, mas espero ter feito a maioria das coisas certas. E colher bons frutos mais para frente…

26/03/2009 Posted by | colcha de retalhos | 14 Comentários

Manchetes do dia

Após um terça-feira agitada, uma quarta-feira sem cólicas descomunais. Um cocozinho preso aqui e ali, mas sem grandes consequências. E sono, muito sono. Ainda bem.

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Em uma das crises de gases, coloquei a Beatriz no meu colo e peguei o luftal. Como uma das mãos estava apoiando as costas dela e a outra segurando o remédio, eu tinha que fazê-la abrir a boca. Comecei a conversar com ela:

– Filhinha, vamos tomar remedinho prá você soltar pum.

Aproveito uma abridinha de boca e pingo uma gota no lábio superior. Ela lambe, olha prá mim e faz nham-nham.

– Filha, mais uma gotinha. Vamos lá.

Ela olha prá mim com o frasco de luftal, meio que já esperando o que vai acontecer. Pingo novamente no lábio superior, ela lambe e faz nham-nham.

– Que linda! Vamos lá, mais uma.

Nessa hora, vejo uma boca desdentada escancarada esperando a gotinha. Preciso dizer o que aconteceu com o restante das gotas?

Se estou em SP o DENARC me pega. Viciei a minha filhota…

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No banho da tarde, minha missão era não fazê-la chorar na hora de tirá-la da água. A transferência da banheira para o trocador é sempre o parto do ouriço, e toda a calma da água quentinha se transforma em terror. No melhor estilo mãe-polvo, segurei a Beatriz dentro da banheira enquanto com a outra mão peguei a toalha, prendi o capuz entre os dentes, uma ponta debaixo de um braço e a outra debaixo do outro. Trouxe ela para junto de mim, fiz um charutinho e voilá! Bebê saindo da água sem chorar!

Mas isso não é interessante. O interessante mesmo é que ela bateu as pernas na água pela primeira vez. A molhaceira só está começando…

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Os papais da Beatriz completam 3 anos de casados hoje! Parabéns para nós!

25/03/2009 Posted by | diário | 8 Comentários

Em dia com as prestações do carnê

porque eu quero rodar o Pião da Casa Própria!

Hehehe… só prá dizer que consegui responder a quase todos os comentários nos outros posts!

Um super-obrigado pelas dicas, experiências, carinho e torcida de todos! A Beatriz manda um cheirinho!

25/03/2009 Posted by | Então... | 3 Comentários

Eu não digo…

… que não dá prá mentir sozinha? Tá aqui a Carô mostrando que contra fatos não há argumentos!

Acho que nem com mil anos de prática eu vou gostar desses BODIES DOSINFERNU!

25/03/2009 Posted by | colcha de retalhos | 2 Comentários

Está aberta a temporada de cólicas

O dia foi intenso hoje. Muita coisa aconteceu, muita coisa para registrar. Mas as maletedas das cólicas chegaram, e em função delas a Beatriz praticamente não dormiu o dia todo. Ainda assim ela fez seus cocozinhos a trancos e barrancos. O problema foi agora à noite, em que uma crise de cólica, fome e sono bateu e não queria ir embora. Tascamos funchicória, e de tão cansada de chorar ela dormir no colo do Rê, em pé. Isso foi há 20 minutos.

Há 10 minutos ela acordou gritando. Peguei no colo para colocar para mamar, ela aumentou os berros. Era sono. Fiz um ninhozinho nos meus braços, e ela adormeceu imediatamente.

Acho que o dia não acabou ainda. Vou lá, ficar de prontidão. Mas espero que ele tenha acabado. Tadinha…

24/03/2009 Posted by | diário | 23 Comentários