Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Parabéns, Beatriz!

Dia 29, 2 aninhos. Parabéns, filhota!

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30/01/2011 Posted by | Beatriz, diário, fotinhas | 14 Comentários

Há dias…

Há dias em que gostaria de ir ao cinema em uma tarde qualquer, comer pipoca e tomar coca-light de máquina desregulada.

Há dias em que gostaria de estar no Brasil e matar uma saudade louca das minhas viagens ao interior, quando esperava ansiosamente pelo pôr-do-sol na beira de um lago qualquer e depois saía pela noite em busca das estrelas.

Há dias em que gostaria de passar o sábado no salão de beleza, arrumando os cabelos e as unhas.

Há dias em que eu não gostaria de fazer nada. Nada.

E, todo dia, eu gostaria de poder fazer meu número 2 de porta fechada, SOZINHA.

26/01/2011 Posted by | colcha de retalhos, Então... | 4 Comentários

O último Bis da caixa

De tudo que é preciso ensinar para os filhos, o maior desafio é ensinar aquilo que pouco se pôs em prática na própria vida.

E para mim, esse desafio é dividir. E não é porque minha mãe não me ensinou a dividir, muito pelo contrário. Se eu estava comendo algo e alguma criança chegava perto – principalmente se fosse alguém na rua que a gente nunca tinha visto – a primeira coisa que ela fazia era pegar o que eu tinha na mão, partir no meio e entregar para a criança. Brincar na casa de alguém, então, era como andar em uma loja de cristais, tamanho o cuidado para não ferir nenhuma das lições da cartilha que ela passava antes de sair de casa.

Eu não protestava e nem desafiava, porque sabia que estava certo e que, se eu protestasse, a coisa ia ficar feia quando chegasse em casa. Mas não estou bem certa se eu gostava da situação. Tenho na lembrança alguns momentos desses que eu sentia meu espaço invadido, meu território tomado. Bem, e a vida é assim mesmo, não? Se a gente não se prepara para as invasões do nosso território, dançamos bonito.

Mas em casa era diferente. Como filha única, não precisava dividir o pedaço de rocambole. Ou a boneca. Ou o chocolate. Se alguém ia brincar em casa era porque EU queria que alguém fosse brincar comigo, então eu dividia os brinquedos porque EU queria. Novamente, minha mãe estava sempre reforçando a importância de dividir, e invariavelmente ela pegava um pedaço de não-sei-o-quê que eu estava comendo, mas não era todo o tempo. Não era como se eu tivesse um irmão para lutar pelo meu espaço.

E aí entra a Beatriz. É muito comum ver as crianças da idade dela berrando quando vem uma outra e toma o brinquedo da mão. Mais do que normal, para pequenos seres egocêntricos. Aí entram as mães com a palavra-padrão: dividir. A mãe do surrupiador (atenção, puristas da língua portuguesa: se essa palavra não existe, valho-me da licença poética para usá-la. Mesmo que escreva em prosa) entra em ação, tira o brinquedo da mão do filho, põe o dedo em riste na cara do pequeno e diz em um tom bem ameaçador “divida!”. A mãe do surrupiado fica entre um quê de vergonha e alívio, muitas vezes tirando o brinquedo da mão do filho e devolvendo ao surrupiante, porque afinal é preciso dividir.

Eu, na minha parca experiência em dividir em minha infância sem irmãos, fico perdida. É óbvio que quando a Beatriz faz o mesmo, eu entro com as duas patas na roda e faço o mesmo que as outras mães. Mas no fundo tudo me parece somente teoria, porque é isso mesmo que eu sinto: que a maioria do que aprendi sobre dividir ficou na teoria. Sem irmãos, a prática não aconteceu. E aí vem o vazio da coisa na hora de ensinar a Beatriz. “Isso, filha, divide com o amiguinho”, enquanto levo a filhota berrando para o canto da sala para que ela esqueça que a brincadeira foi interrompida bruscamente, tentando entender onde começa e termina o direito de brincar com algo que está na sua mão.

Muitos dos amiguinhos dela entendem o que dividir significa, e entendem que eles poderão brincar mais tarde quando o outro terminar. A Beatriz não. Provavelmente porque quase não há oportunidades para que ela aprenda. E para que eu a ensine.

Alguém tem uma luz para acender nesse blog escuro? Alguém?

18/01/2011 Posted by | colcha de retalhos, perguntar não ofende... | 17 Comentários

O inverno, o tédio e o descarrego

Quando lá fora o termômetro bate qualquer coisa abaixo de zero e uma criança convalescente não pode sair de casa para chutar os montes de neve, a criatividade de uma mãe encontra os limites em um curto espaço de tempo. A mãe brinca de casinha, deixa a criança detonar o laptop, põe ela sentada na mesa para mexer a massa da torta de maçã, brinca de casinha de novo, põe para escovar os dentes pela sétima vez no dia. Tudo isso com choro e ranger de dentes intercalados. E, quando menos se espera, a mãe encontra quem pagou o pato:

Mas nem de pato eu gosto...

14/01/2011 Posted by | Beatriz, diário, fotinhas | 11 Comentários

Keep walking…

10/01/2011 Posted by | Beatriz, fotinhas, poesia | Deixe um comentário