Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

E lá vamos nós!

Tchau tchau, Seul!

26/06/2009 Posted by | diário | 4 Comentários

Diarréia solidária

Não, não se trata de um post que discorrerá o tema no sentido figurado. É diarréia mesmo. Cocô.

Na última semana, devido a toda correria + expectativa + milhões de coisas que eu gostaria de ter feito e não fiz + o calorão maledeto que resolveu dar as caras por aqui , passei grande parte do dia saltitando de troninho em troninho de casa. Eis que hoje minha digníssima bebê Beatriz resolveu se solidarizar e gastar a cota de fraldas de dois dias.

No meio da tarde me deu um faniquito de tanto ouvir os jatinhos de água aterrissando na fralda. Era fralda cheia e teta na boca dela. A menos de 24 horas da viagem, o que menos precisamos é de uma bebê desidratada.

O processo fralda-cheia-e-teta-na-boca continua. Enquanto ela estiver feliz, brincando e sem chamar o Hugo, estamos bem. Quero dizer, ela está bem. Eu tô só o pó.

E depois o povo me pergunta como eu consegui emagrecer tanto… Ai ai…

25/06/2009 Posted by | Beatriz, diário | 6 Comentários

Cinco

Se vai dormir às 8 da noite, acorda às 5 da manhã.

Se vai dormir às 7 da noite, acorda às 5 da manhã.

Se vai dormir às 6 da tarde, acorda às 5 da manhã.

Se vai dormir às 5 da tarde, TAMBÉM ACORDA ÀS 5 DA MANHÃ.

Pois agora são 3 e 50 da manhã e ela tá ligadona, concentrada num cocô.

Odeio o verão no hemisfério norte… Puá!

25/06/2009 Posted by | Beatriz, colcha de retalhos, diário | 2 Comentários

O Piti

Beatriz tem momentos em que eu chamo de “O Piti”. “O Piti” não acontece com frequência, mas quando acontece é incontrolável. “O Piti” também não obedece um crescente, uma sequência de comportamentos e necessidades que, se não atendidos, culminam em um berreiro sem fim: sem motivo aparente, o berreiro começa. Doído e inconsolável. Os olhos ficam tão roxos que ela fica parecendo um guaxinim. My baby-raccoon…

Dá prá contar nos dedos da mãos as vezes em que “O Piti” aconteceu. A primeira vez foi em um restaurante em que almoçávamos. Nada consolava, e tivemos que ir embora. Foi passar pela porta e o berreiro desapareceu, da mesma forma como tinha chegado. A segunda foi em um café, quando fomos ver o Festival de Lanternas. Dei de mamar, ela estava toda feliz, e de repente AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH. Saímos do lugar, e tudo azul. A terceira e a quarta foram no consultório da Dra. Annabel. Desnecessário explicar o por quê. A quinta foi ontem. Foi ao hospital pegar as cópias de nossos prontuários, e Beatriz foi rodeada por quase todas as enfermeiras do andar. Por bastante tempo ela brincou e distribuiu sorrisos, mas a chavinha virou… E lá vai a mãe dar o peito para acalmar. Quem disse que ela pegava? Foram 5 minutos infinitos na tentativa de acalmá-la até que ela conseguisse mamar.

Ok, dá prá entender os prováveis motivos em que “O Piti” é desencadeado. Mas ontem tivemos dois “O Piti”. Ela já estava em seu soninho noturno, e após uma hora de sono o berreiro começou. Foram 40 minutos de um berreiro ensurdecedor. Ficamos completamente vendidos. Seria fome? Mas fazia somente uma hora em que ela havia mamado. Seria dor? Talvez? Cólica? Não, a fase já passou a muito e nem na pior crise ela chorou assim. Na dúvida demos tylenol e conseguimos com que ela pegasse o peito. Brigou, pegou, mamou e dormiu novamente, como ela nada tivesse acontecido.

Hoje aconteceu novamente. Mesma bat-hora. Mas fui rápida e consegui fazê-la pegar o peito antes que a coisa desandasse. Deu certo e ela voltou a dormir.

Vamos ver o que acontece amanhã. Whatta hell is goin’ on???

24/06/2009 Posted by | Beatriz, colcha de retalhos, diário | 5 Comentários

Parla!

21/06/2009 Posted by | Beatriz, diário, filminhos | 7 Comentários

Contagem regressiva

O diário está meio abandonado. Não é falta de assunto, porque a filhota está aprontando todas as suas. Mas a contagem regressiva para a nossa ida ao Brasil está me tirando o sono, porque não dá prá deixar toda a arrumação para algumas horas antes do embarque. Já faz uma semana que comecei arrumar as malas, e sei que ainda assim a coisa vai ficar corrida.

Descobri que arrumar mala para bebês é a coisa mais fácil do mundo: tira-se tudo da gaveta e do guarda-roupa e faz aquele milagre para ainda sobrar um espacinho para as coisas dos pais. O xis da questione é pensar nos detalhes, principalmente relacionado às coisas que levaremos à bordo. Nada nada serão umas 34 horas de viagem porta à porta, e a Pequena Beatriz precisa de entretenimento. Considerando que os brinquedos preferidos dela (papai e mamãe) vão entrar em colapso depois de algumas horas enfurnados em um avião, toda “ajuda externa” será bem-vinda. Seja ela a borboletinha ou o colo da comissária de bordo.

Além das malas, temos  que planejar bem o tempo. São muitas pessoas que querem conhecer a filhota e pouco tempo disponível. As três semanas que ficaremos no Brasil acabarão se tornando uma só. Essa viagem vai ser bem diferente das outras que fizemos: sem a bebê, saímos de casa às 8 e voltávamos no meio da madrugada. O pior de tudo é que sei que a gente não vai conseguir ver nem metade das pessoas que gostaríamos (e que gostariam de nos ver), e vai ser bem frustrante.

E prá completar a estória, ainda tem o jetlag. Ah, o jetlag… Bom, deixa prá lá. Só de pensar em como vai ser a adaptação eu tenho vontade de picar a passagem aérea…

19/06/2009 Posted by | diário | 8 Comentários

Intercâmbio Cultural

Beatriz fazendo amigos

Beatriz fazendo amigos

14/06/2009 Posted by | Beatriz, fotinhas | 4 Comentários

Breaking News do dia

(post atualizado… xi, errei…)

A Beatriz já sabe mandar beijo!

É claro que ela não sabe associar a palavra “beijo” com o beijo que ela manda! Mas de tanto me nos ver mandando beijinhos ela aprendeu a mandar também!

Corujice pouca é bobagem!

10/06/2009 Posted by | Beatriz, diário | 6 Comentários

Amnésia

Quando eu conversava com algumas mulheres por aqui, lá no primeiro mês depois do nascimento da filhota, e desfiava o rosário das lamentações, o que eu mais ouvia era: “Sério? Nossa, não consigo me lembrar de nada.” Eu não acreditava no que eu estava ouvindo. Como assim, não lembra? Te botam no meio do matagal, o capim tá batendo no pescoço, a enxada está cega, e… não lembra de nada?

Bom, eis que eu também entro para as estatísticas. Comecei a fazer um revival do primeiro mês e tudo o que consegui foram algumas imagens e sensações. Por mais que eu me esforce, não vem nada muito detalhado. Me lembro do momento em que a Beatriz veio para o quarto e para o meu colo para mamar; me lembro vagamente da luta para pegar o peito; e me lembro também que ela dormiu a primeira noite deitada na minha barriga. Me lembro da primeira troca de roupa, ainda no hospital, e a suadeira que foi vesti-la em um body (o início do meu ódio pelos tais…). Me lembro da primeira crise de choro em casa; das madrugadas amamentando na sala porque precisava de todas as almofadas e travesseiros; do pânico que foi sair com ela pela primeira vez; dos banhos regados a gritaria.

Mas há três coisas que eu me lembro com perfeição.

A primeira era quando chegava a hora do meu banho. O box de banheiro era o meu castelo, a minha fortaleza. A única hora do dia em que a Selma voltava à superfície. Lá dentro, era eu comigo mesma, 10 minutos do meu dia somente para mim.

A segunda era a solidão. Era tão grande que doía o peito. E, de quebra, aquela saudade de mim mesma.

A terceira era a sensação de ser refém da minha própria filha. Ela me botava medo, medo, medo. Quando ela acordava, ou chorava, ou pedia para mamar, eu sentia uma coisa gelada subindo e descendo pela coluna. E eu não entendia como é que eu podia me sentir dessa forma.

Apesar da lembrança dessas três coisas ser vívida, a impressão é que nada disso aconteceu comigo. É quando eu me curvo à Mãe Natureza, que sabe bem o que é preciso para que a raça humana continue a se multiplicar: amnésia.

09/06/2009 Posted by | colcha de retalhos | 9 Comentários

Novas surpresas

E quando a gente acha que tudo está mais ou menos estável, uma grata surpresa: Beatriz brinca com os bebês no Play Group pela primeira vez, e se diverte! Foi engraçado vê-la gargalhando enquanto via o Brandon chorando!

Já vi que ela puxou para a ala sarrista da família!

E uma coisa estranha: ela anda muito chegada da chupeta. Talvez sejam pelos dentinhos, e não pela chupeta em si. Vamos ver como as coisas se desenrolam nos próximo dias…

09/06/2009 Posted by | Beatriz, diário | 2 Comentários