Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Há dias…

Há dias em que gostaria de ir ao cinema em uma tarde qualquer, comer pipoca e tomar coca-light de máquina desregulada.

Há dias em que gostaria de estar no Brasil e matar uma saudade louca das minhas viagens ao interior, quando esperava ansiosamente pelo pôr-do-sol na beira de um lago qualquer e depois saía pela noite em busca das estrelas.

Há dias em que gostaria de passar o sábado no salão de beleza, arrumando os cabelos e as unhas.

Há dias em que eu não gostaria de fazer nada. Nada.

E, todo dia, eu gostaria de poder fazer meu número 2 de porta fechada, SOZINHA.

26/01/2011 Posted by | colcha de retalhos, Então... | 4 Comentários

O início da expressão de idéias, ainda que distorcidas

Deixa eu ver, tem alguma coisa errada com esse banho... Ah, já sei! Tem que tirar a roupa primeiro!

Ai, meu sais…

10/02/2010 Posted by | Beatriz, diário, Então... | 8 Comentários

Feliz Bebê Rambo Novo

Dia 18 de janeiro e eu ainda nem dei as caras por aqui… Férias, volta das férias, planejamento da festa da Beatriz, combo virose e gripe e… Beatriz finalmente engatinhando!

Ela desembestou a engatinhar um dia depois que voltamos das Filipinas. Já estava há algum tempo se arrastando para frente e para trás, ensaiava um ficar de quatro, e na hora do vamos ver… nada. Lá no hotel ela sempre ficava no “quase”. Foi chegar em casa e puff!, desencantou!

É óbvio que o sossego acabou. Mas pelo o pouco que eu pude observar, o desafio vai ser maior do que eu imaginei.

A primeira semana foi interessante. No segundo dia das suas engatinhanças, Beatriz foi avidamente em direção do gaveteiro de seu quarto, e abria e fechava a gaveta como se fizesse isso há muito tempo. E havia momentos em que ela se esquecia de que já podia se movimentar pela casa, e chorava. Aí vinha o estalo e lá ia ela para suas aventuras. A cada dia que passa ela fica mais rápida, e a cada descoberta ela solta gritos de alegria! Nem sempre a gente fica tão alegre quanto ela: afinal, são duas estantes cheias de CDs e DVDs, vasos coreanos de cerâmica, porta-retratos e plantas espalhados pela sala.

Nosso lema é não tirar nada da frente, a não ser que seja algo perigoso. Ela precisa aprender o que pode ou não mexer, então estamos determinando os territórios permitidos e proibidos para ela. Isso significa ficar 100% do tempo com ela, repetindo sem cansar o que pode e o que não pode. Ela entende bem o NÃO, e reage com frustração. Mas aprende, e aprende rápido. E quando aprendeu, faz novamente o que não deve para nos testar. É claro que não podemos dizer não para tudo, senão acabaremos uma pessoinha travada, acomodada na sua zona de conforto, sem ganas de explorar nada na vida. Existem zonas permitidas na sala, e quando ela as descobre, é pura felicidade! Uma delas é o móvel de boticário que temos, com várias gavetinhas, todas bem levinhas e sem danos de machucar seus dedinhos se ela acidentalmente fechar uma delas com a mão dentro. Ela abre e fecha as gavetinhas sem cansar, e agora leva seus brinquedinhos para guardar. Agora há pouco achei uma bolinha e uma chupeta lá dentro…

E a cada dia o saldo é exponencial. A única coisa que ainda não mudou foi o estilo Rambo de engatinhar. O chão da casa é muito liso e ela ainda não conseguiu firmar completamente os joelhos. Então ela se movimenta com um misto de engatinhar e o arrastar de um soldado na guerra. E nessa toada, vai deixando o dia da empregada mais fácil: o chão está limpinho, limpinho!

18/01/2010 Posted by | Beatriz, Então..., filminhos | 9 Comentários

Papo de pai: em se falando de excrementos…

De uns meses pra cá, o cocô da Beatriz passou a assumir uma consistência, digamos, mais firme. Saímos da fase “creme de pistache com avelãs” para a versão “croquete”, o que é uma grande evolução.

Ora, limpar é muito mais fácil, a chance de vazar é quase nula, dá pra arremessar na privada e dar um adeus pela descarga…com a mudança da alimentação, era de se esperar que isso acontecesse, e as coisas ficaram muito mais fáceis.

Vira e mexe eu dou banho na Beatriz e, geralmente, na hora do banho, a fralda está invicta, ou melhor, só com xixi. O famigerado cocô só vem em outras horas. Mas, ontem, a coisa foi diferente:

Eu (abrindo a fralda): Vamu tomá banhu, vamu tomá banhu, vamu…opa…

Selma (da cozinha, via babá eletrônica): Que foi?

Eu: Putz, um cocozaaaaço!

Selma: Sério???

Eu: Sério. E…pãããtz…

Selma: O quê??

Eu: Tá todo molegato…

Selma: Jura? Diarréia??

Eu: Não, não. Só tá meio…esparramado…atropelado…ahn, pastoso…

Selma: Xi, ela deve ter feito, sentado em cima e dado aquela rebolada…

Eu: Pois é…meu…

Selma: Mas tá muito ruim?

Eu: Digamos que…deixa eu ver…lembra quando eu falava que parecia um kafta?

Selma: Sei…

Eu: Então, digamos que hoje passou de kafta pra babaganoush

Selma: Pãããtz…

09/12/2009 Posted by | Beatriz, diário, Então... | 6 Comentários

Amarelinho

Amarelinho é um finado restaurantezinho por quilo que ficava perto da GM lá em São Caetano, e era uma das opções honestas para fugir do bandejão da empresa. Era também o refúgio da mulherada em dieta. Destas, o prato às vezes não passava de 150 gramas. Era aquele matagal de salada escondendo um filézinho pálido de frango anabolizado.

Me lembrei disso porque há dias me dei conta do quanto a Beatriz come. É uma média de 200 gramas por refeição. Veja bem, eu disse MÉDIA. No café da manhã e no jantar – os momentos-troglô da Beatriz – ela chega a comer 250 gramas de comida. E não é pratinho de dieta, não. É sopa gororobenta, cheia de tudo o que se possa imaginar, bombando de proteínas e carboidratos. E ainda depois rói umas bolachas de arroz, e maçã ou banana.

Infelizmente não temos uma profusão de frutas por aqui. Alguns legumes também não existem, o que acaba provocando um certo marasmo nos cardápios bebezais. E começo a inventar, usando a bebê-gerimum como cobaia. Essas invenções requerem uma novena rezada enquanto se cozinha, porque eu procuro seguir à risca as proibições alimentares antes de um ano: nada de leite de vaca, trigo, alimentos com glúten, sal, açúcar, mel e clara de ovo. Improvisation process mode on.

Na semana passada, fiz muffins de milho e fubá. No domingo, coxinha de frango assada. O pai provou e aprovou os quitutes. Já a bebê-gerimum… Aprovar o gosto ela aprovou, mas qualquer consistência diferente de papa ou mingau provoca as melhores caretas de vômito que a gente já viu!

17/11/2009 Posted by | Beatriz, diário, Então... | 6 Comentários

Como detonar um relógio em 3 etapas…

01-etapa

Etapa 1

02-etapa

Etapa 2

03-etapa

Etapa 3

11/11/2009 Posted by | Beatriz, Então..., fotinhas | 6 Comentários

Poesia paterna

Poesia concreta, estilo Arnaldo Antunes:

“Gatinha, minha gatinha,

A filha da vizinha engatinha,

E você, não engatinha porque,

Hein, gatinha???”

Será que os Titãs estão precisando de um letrista?

22/10/2009 Posted by | Beatriz, Então..., poesia | 6 Comentários

Se eu te pego…

A Selma hoje me traz notícias frescas do front da convenção semanal de bebês…

Diz que, durante um dos convescotes nenesísticos, um dos meninos “grandinhos” (entenda-se com cerca de 2 anos de idade), filho de uma coreana e de um suíço, começou com umas idéias erradas pra cima da Beatriz.

Não, ele ainda não está dando em cima dela. Na verdade, é o contrário: por causa de um carrinho que a Beatriz tem, o pequeno empiastro (acho que minha vó usava esse termo) armou um barraco, querendo o carrinho pra ele, depois chutando-o violentamente e, a seguir, descendo a mão na Beatriz.

A Selma conseguiu resgatá-la quase a tempo, mas sem poder evitar que ele lograsse um tapa na perna de nossa filhota, a qual, obviamente, abriu o berreiro.

Ele tem 2 anos; ela, 6 meses…

A mãe, uma dessas patsas modernas adepta da psicologia Ursinho Puff (ou “Pooh” para os mais atuais), manda aquela frasezinha típica: “Filho, a mamãe n-ã-o gosta assim”, o que é prontamente ignorado pelo fedelho, que retorna à sua atividade sádica predileta que é se aproveitar de quem é menor.

Claro, toda criança passa por isso mais cedo ou mais tarde. Sempre vai ter alguém mais agressivo(a) que vai querer se impor, principalmente valendo-se do tamanho: eu sou maior, então você submeta-se a mim. A Natureza é assim…mas é de pequeno que aprendemos coisas básicas: o que é dos outros não é meu; se eu quiser brincar tenho que pedir; não se bate nos outros; etc.

Em relação a “não se bate nos outros”, tudo depende da sequência dos fatos. Não se “começa” a bater nos outros mas, se alguém te bater, você não vai ficar lá olhando e esperando o próximo tapa. Eu sei, se te baterem na esquerda, ofereça a direita e vice-versa…mas ofereça junto a sua MÃO direita, bem dada.

Eu tive problemas quando era bem pequeno, e era difícil pra mim revidar. Meu pai falava: “Nato, não é pra brigar. Mas tem que se defender. E lembre-se: é pra dar UMA SÓ”, ou seja, é pra acabar ali. Com o tempo, eu fui aprendendo e, felizmente, nunca precisei entrar em nenhuma briga séria.

Obviamente, a Beatriz está longe dessa fase. Mas nem eu nem a patroa temos sangue de barata. A Selma, imediatamente, interferiu e comeu o toco do moleque. A mãe dele, meio sem graça, vem com aquelas conversas de escolinha pedagógica: “Ah, sabe, entenda, ele fica muito tempo dentro de casa”…

Essa desculpa é boa. Ele fica acorrentado na parede, com focinheira e camisa de força? Quando solta o bicho ele fica loucão e sai que nem um rolo compressor por cima de todo mundo (que é menor que ele, bem entendido)? Esse mundo me diverte…

A sorte do pequeno mancebo (e da mãe dele) é que eu não estava por lá. Eu teria agarrado a mão do valente e gritado um “NÃO! NO! ANNYO!” com uma das minhas caras de zumbi-louco (quem me conhece sabe o que é isso) que faria ele perder o rumo por uns 15 segundos, antes de ele sair correndo chorando pra mãe (e tendo certeza que durante pelo menos os próximos 10 anos ele teria pesadelos recorrentes com o zumbi branco sanguinário).

É impressão minha ou tudo se inverteu mesmo? Eu disse pra Selma que é capaz de a mãe, ao invés de dizer o tradicional “Se você bater nela vai ficar de castigo / não vai ver TV / não vai tomar sorvete / etc. ” é capaz de dizer “Se você NÃO bater nela, eu te compro um brinquedo novo”. É chantagear o bandido como se ele estivesse no seu direito, e não prevenir o meliante com a ameaça da cadeia. Pelamordedeus! Como diria uma das leitoras aqui do Sentada na Pia, a Laura, “olha, espera um pouco que eu vou ali dar uma suicidada e já volto”…

E as educadoras modernas de plantão que seguem a linha do “tudo é lindo, vamos conversar, vamos fazer uma troca, e outras baboseiras” que perdoem o ignorante pai de primeira viagem mas, na minha humilde opinião, não tem essa de “negociação”. Não se negocia com terroristas com quem ainda não conhece limites. Primeiro, você impõe os limites. Depois, podemos até pensar em discutir opções (que mané negociar, que).

Enquanto minha filha não puder se defender sozinha, vai ter criança que vai dançar miúdo com o tio nervosão aqui. E se for arrumar confusão com os pais, eles que me desculpem também. Se vocês não dão um jeito nos seus descendentes, deixem eles longe.

E se a Beatriz um dia armar pra cima de outra criança do mesmo jeito que esse individuozinho, ela vai escutar um monte, com certeza.

“Mas você tem que entender”…sei, eu entendo. Peraí que, no aniversário do seu pequeno orc, eu compro um DVD pra ele: “O Silêncio dos Inocentes”

Molequedozinferno, se eu te pego…

23/08/2009 Posted by | diário, Então..., Nervoso | 19 Comentários

Segredo para um soninho bom

Essa é prá Laura, a pedidos!

chickenteddybear

Hehehe… Tem mais lá no Doug!

22/08/2009 Posted by | Então... | 5 Comentários

Almoço do Dia dos Pais. Mãe com sede, leva a mão ao copo de coca-cola. Copo vai à boca. Os cabelos arrepiam, a boca queima. Algo aconteceu. Que raios tem nesta coca-cola?, pensa ela. Mãe resolve ver o que há no copo. Descobre que o copo repousa calmamente à sua frente, enquanto segura o recém-abocanhado vidro de Tabasco…

09/08/2009 Posted by | diário, Então... | 11 Comentários