Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Eu tô locooooona!

Parabéns, Filhota, pelos seus 7 meses !

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29/08/2009 Posted by | Beatriz, diário, filminhos | 9 Comentários

Se eu te pego…

A Selma hoje me traz notícias frescas do front da convenção semanal de bebês…

Diz que, durante um dos convescotes nenesísticos, um dos meninos “grandinhos” (entenda-se com cerca de 2 anos de idade), filho de uma coreana e de um suíço, começou com umas idéias erradas pra cima da Beatriz.

Não, ele ainda não está dando em cima dela. Na verdade, é o contrário: por causa de um carrinho que a Beatriz tem, o pequeno empiastro (acho que minha vó usava esse termo) armou um barraco, querendo o carrinho pra ele, depois chutando-o violentamente e, a seguir, descendo a mão na Beatriz.

A Selma conseguiu resgatá-la quase a tempo, mas sem poder evitar que ele lograsse um tapa na perna de nossa filhota, a qual, obviamente, abriu o berreiro.

Ele tem 2 anos; ela, 6 meses…

A mãe, uma dessas patsas modernas adepta da psicologia Ursinho Puff (ou “Pooh” para os mais atuais), manda aquela frasezinha típica: “Filho, a mamãe n-ã-o gosta assim”, o que é prontamente ignorado pelo fedelho, que retorna à sua atividade sádica predileta que é se aproveitar de quem é menor.

Claro, toda criança passa por isso mais cedo ou mais tarde. Sempre vai ter alguém mais agressivo(a) que vai querer se impor, principalmente valendo-se do tamanho: eu sou maior, então você submeta-se a mim. A Natureza é assim…mas é de pequeno que aprendemos coisas básicas: o que é dos outros não é meu; se eu quiser brincar tenho que pedir; não se bate nos outros; etc.

Em relação a “não se bate nos outros”, tudo depende da sequência dos fatos. Não se “começa” a bater nos outros mas, se alguém te bater, você não vai ficar lá olhando e esperando o próximo tapa. Eu sei, se te baterem na esquerda, ofereça a direita e vice-versa…mas ofereça junto a sua MÃO direita, bem dada.

Eu tive problemas quando era bem pequeno, e era difícil pra mim revidar. Meu pai falava: “Nato, não é pra brigar. Mas tem que se defender. E lembre-se: é pra dar UMA SÓ”, ou seja, é pra acabar ali. Com o tempo, eu fui aprendendo e, felizmente, nunca precisei entrar em nenhuma briga séria.

Obviamente, a Beatriz está longe dessa fase. Mas nem eu nem a patroa temos sangue de barata. A Selma, imediatamente, interferiu e comeu o toco do moleque. A mãe dele, meio sem graça, vem com aquelas conversas de escolinha pedagógica: “Ah, sabe, entenda, ele fica muito tempo dentro de casa”…

Essa desculpa é boa. Ele fica acorrentado na parede, com focinheira e camisa de força? Quando solta o bicho ele fica loucão e sai que nem um rolo compressor por cima de todo mundo (que é menor que ele, bem entendido)? Esse mundo me diverte…

A sorte do pequeno mancebo (e da mãe dele) é que eu não estava por lá. Eu teria agarrado a mão do valente e gritado um “NÃO! NO! ANNYO!” com uma das minhas caras de zumbi-louco (quem me conhece sabe o que é isso) que faria ele perder o rumo por uns 15 segundos, antes de ele sair correndo chorando pra mãe (e tendo certeza que durante pelo menos os próximos 10 anos ele teria pesadelos recorrentes com o zumbi branco sanguinário).

É impressão minha ou tudo se inverteu mesmo? Eu disse pra Selma que é capaz de a mãe, ao invés de dizer o tradicional “Se você bater nela vai ficar de castigo / não vai ver TV / não vai tomar sorvete / etc. ” é capaz de dizer “Se você NÃO bater nela, eu te compro um brinquedo novo”. É chantagear o bandido como se ele estivesse no seu direito, e não prevenir o meliante com a ameaça da cadeia. Pelamordedeus! Como diria uma das leitoras aqui do Sentada na Pia, a Laura, “olha, espera um pouco que eu vou ali dar uma suicidada e já volto”…

E as educadoras modernas de plantão que seguem a linha do “tudo é lindo, vamos conversar, vamos fazer uma troca, e outras baboseiras” que perdoem o ignorante pai de primeira viagem mas, na minha humilde opinião, não tem essa de “negociação”. Não se negocia com terroristas com quem ainda não conhece limites. Primeiro, você impõe os limites. Depois, podemos até pensar em discutir opções (que mané negociar, que).

Enquanto minha filha não puder se defender sozinha, vai ter criança que vai dançar miúdo com o tio nervosão aqui. E se for arrumar confusão com os pais, eles que me desculpem também. Se vocês não dão um jeito nos seus descendentes, deixem eles longe.

E se a Beatriz um dia armar pra cima de outra criança do mesmo jeito que esse individuozinho, ela vai escutar um monte, com certeza.

“Mas você tem que entender”…sei, eu entendo. Peraí que, no aniversário do seu pequeno orc, eu compro um DVD pra ele: “O Silêncio dos Inocentes”

Molequedozinferno, se eu te pego…

23/08/2009 Posted by | diário, Então..., Nervoso | 19 Comentários

Segredo para um soninho bom

Essa é prá Laura, a pedidos!

chickenteddybear

Hehehe… Tem mais lá no Doug!

22/08/2009 Posted by | Então... | 5 Comentários

Momento Poliana

Aquelas notícias que são boas e más ao mesmo tempo…

Nossa assistente do lar deixou uma fresta da porta de tela da sala aberta. Nesse verão de MeuDeusDoCéu aqui em Seul, pernilongo é o que não falta. Já dá prá entender o que aconteceu.

A gangue que invadiu o apartamento devorou a nossa filhota. Por enquanto, foram contabilizadas 6 picadas.  Essa é a má notícia. A boa é que as picadas ficaram muito pequenininhas. Nem sinal de alergia!

Ah, acho que já matei todos eles…

21/08/2009 Posted by | Beatriz, diário | 12 Comentários

Decepção

Há uma doula coreana aqui em Seul que faz um trabalho muito legal com as expatriadas, pré, durante e pós parto. No pós parto, ela dá assistência e auxilia mães de primeira viagem com dificuldades na amamentação (infelizmente, eu só ouvi falar dela depois dos meus percalços…).

Pois bem: essa mulher gostaria de fazer parte da La Leche League em Seul. Marcou uma entrevista com a responsável. E o papo foi mais ou menos assim:

LLL: Você amamentou por pelo menos 18 meses?

D: Não, amamentei por 9 meses.

LLL: Ah, sinto muito. Não podemos aceitá-la na organização. É contra os nossos princípios.

D: Olha, eu conheço e apoio as diretrizes da OMS, mas eu não amamentei somente por 9 meses porque eu quis desmamar minha filha. Ela desmamou sozinha, perdeu o interesse.

LLL: Não queremos ouvir a sua estória. Se não amamentou por 18 meses, sinto muito.

A doula saiu da LLL zonza, sem rumo, arrasada. Levou o maior calaboca da estória. Cheia de vontade e disponibilidade para ajudar as mães com dificuldades em amamentar, foi barrada porque sua bebê decidiu que não queria mais ser amamentada no peito.

Ouvi essa estória na terça-feira, durante o playdate da Beatriz, vinda de uma amiga que estava em aconselhamento com ela. Eu fiquei boquiaberta com tamanha bestialidade. Até onde pode chegar o extremismo? Como é que uma organização deste porte e importância pode fazer uma coisa dessas com uma voluntária em potencial, doula experiente que só traria coisas enriquecedoras? Então, é tudo uma questão de estatísticas? Receber uma voluntária com 9 meses de amamentação traria a média de amamentação do grupo prá baixo? Ou, qual é? Meu Deus, OUÇAM o que essa mulher tem a falar, OUÇAM sua estória, seus princípios, seus frutos do trabalho!

Até agora estou passada. Perdi o respeito pela organização. A primeira coisa que fiz depois de ouvir a estória foi ficar bem prostituta da vida. A segunda foi me desconectar da comunidade da LLL no orkut. A terceira foi vomitar esse post.

E paro por aqui. Não porque quero, mas porque devo. Outra hora eu volto, mais calma, e continuo o assunto. Assunto que vai dar pano prá manga.

20/08/2009 Posted by | colcha de retalhos | 8 Comentários

Mudanças

Já não estranho mais as mudanças de comportamento da Beatriz. Ainda mais agora, fase em que ela passará por coisas “grandiosas” no pequeno-grande mundo dela: engatinhar, levantar-se, dar os primeiros passos, ensaiar as primeiras palavras, aguentar o rasgar dos dentes, comer as gororobas que a mãe dela faz. É muita coisa (principalmente a parte da gororoba). Como se não bastasse, ela ainda vai descobrir que mamãe e Beatriz não são a mesma pessoa, e aí vem a angústia da separação. Tough times…

Ela já mudou bastante. Em casa está uma espoleta, e não pára nunca. Contribui, é claro, para a mais completa exaustão da mãe na sexta à noite. Quando o Renato chega em casa, aí ela pega fogo mesmo. Mas fora de casa a atitude da Beatriz está diferente. Ela ainda sorri para as pessoas, mas com menos sede ao pote. Às vezes nem sorri. E se está no meu colo ela faz um biquinho meio torto com a boca, com uma cara de “me tira daqui porque eu não pertenço a esse lugar”. Nos playdates, ao invés de brincar com os outros bebês, ela fica observando tudo e todos. E quando quer brincar, ela me procura.

Outra coisa que vem mudando é o sono dela. Apesar da rotina do dia estar bem estabelecida, o sono noturno está meio corrompido. Ela continua a dormir de 10 a 12 horas por noite, mas está acordando muito mais. Coincidência ou não, tudo começou com a introdução dos sólidos. Pode até ser loucura da minha cabeça, mas me dá a impressão de que ela desenvolveu um “medo” de que o peito não estaria mais disponível com as novidades gastronômicas. E aliado ao início da angústia da separação, acordar várias vezes durante a noite garantiria r a presença da mamãe e a do leitinho. A noite passada foi deveras interessante: mamadas a cada 2 horas. Haja teta, e disposição prá enfrentar o dia calorento e grudento que está fazendo em Seul. 

É verdade que tudo vai ficando mais fácil, apesar de mais trabalhoso. As necessidades são mais claras e evidentes à medida em que ela fica mais “vocal”. Se está com fome, chora doído e abre o bocão. Se está com sono, chora estridente e se vira de lado juntando as mãozinhas. Se quer brincar… bem, essa dica é fácil!

Daqui a algumas semanas acredito que terei novamente uma bebê de 82 anos ao meu lado. Ranzinza e reclamona. Só querendo o colo da mãe e do pai. Chorando e berrando ao menor sinal de estranhos no recinto. O jeito é se preparar e respirar fundo. E torcer para que o soninho dela melhore. É pedir muito? 😉

19/08/2009 Posted by | Beatriz, colcha de retalhos | 8 Comentários

Cotidiano

Acordar. Arrastar-me até o banheiro. Olhar-me no espelho, com desânimo. E repetir o mantra diário:

Cabelo ruim é como ladrão: se não está preso, está armado.

Se estivesse no Brasil, já tinha sucumbido à progressiva… Ê, moita dusinfernu.

18/08/2009 Posted by | colcha de retalhos | 22 Comentários

Eu acho…

… que vi dois dentinhos!

Pobres Divinas Tetas…

13/08/2009 Posted by | Beatriz, diário | 5 Comentários

Dia do Pais

Fotinhos logo após a tragédia do Tabasco… Humpf… 🙂

Parábens, Papaizinho!

Parabéns, Papaizinho!

Mamãe tomou Tabasco! Mamãe tomou Tabasco!

Mamãe tomou Tabasco! Mamãe tomou Tabasco!

12/08/2009 Posted by | Beatriz, fotinhas | 6 Comentários

Enfim, a rotina

Depois do agito todo das últimas 8 semanas, tudo indica que voltamos à normalidade…

A introdução dos sólidos vai bem. O sono melhorou bastante, depois de algumas noites BEM mal-dormidas, e as sonecas do dia passaram a ter um padrão bem previsível. Pode ser uma soneca de 2 horas pela manhã e outra de 2 horas à tarde; ou as sonecas da tarde quebradas em duas; ou até mesmo 3 sonecas mais curtas quando o dia é agitado – vide finais de semana. Os horários de mamadas e comida se “auto-ajustaram”, com pequenas variações.

É impressionante o que uma rotina faz em um bebê. Nos últimos dias, o único choro que ouço é quando me atrapalho para abrir a blusa e dar de mamar. O resto do dia é cheio de ta-ta-tas que não acaba mais!

11/08/2009 Posted by | Beatriz, diário | 11 Comentários