Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

O Piti

Beatriz tem momentos em que eu chamo de “O Piti”. “O Piti” não acontece com frequência, mas quando acontece é incontrolável. “O Piti” também não obedece um crescente, uma sequência de comportamentos e necessidades que, se não atendidos, culminam em um berreiro sem fim: sem motivo aparente, o berreiro começa. Doído e inconsolável. Os olhos ficam tão roxos que ela fica parecendo um guaxinim. My baby-raccoon…

Dá prá contar nos dedos da mãos as vezes em que “O Piti” aconteceu. A primeira vez foi em um restaurante em que almoçávamos. Nada consolava, e tivemos que ir embora. Foi passar pela porta e o berreiro desapareceu, da mesma forma como tinha chegado. A segunda foi em um café, quando fomos ver o Festival de Lanternas. Dei de mamar, ela estava toda feliz, e de repente AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH. Saímos do lugar, e tudo azul. A terceira e a quarta foram no consultório da Dra. Annabel. Desnecessário explicar o por quê. A quinta foi ontem. Foi ao hospital pegar as cópias de nossos prontuários, e Beatriz foi rodeada por quase todas as enfermeiras do andar. Por bastante tempo ela brincou e distribuiu sorrisos, mas a chavinha virou… E lá vai a mãe dar o peito para acalmar. Quem disse que ela pegava? Foram 5 minutos infinitos na tentativa de acalmá-la até que ela conseguisse mamar.

Ok, dá prá entender os prováveis motivos em que “O Piti” é desencadeado. Mas ontem tivemos dois “O Piti”. Ela já estava em seu soninho noturno, e após uma hora de sono o berreiro começou. Foram 40 minutos de um berreiro ensurdecedor. Ficamos completamente vendidos. Seria fome? Mas fazia somente uma hora em que ela havia mamado. Seria dor? Talvez? Cólica? Não, a fase já passou a muito e nem na pior crise ela chorou assim. Na dúvida demos tylenol e conseguimos com que ela pegasse o peito. Brigou, pegou, mamou e dormiu novamente, como ela nada tivesse acontecido.

Hoje aconteceu novamente. Mesma bat-hora. Mas fui rápida e consegui fazê-la pegar o peito antes que a coisa desandasse. Deu certo e ela voltou a dormir.

Vamos ver o que acontece amanhã. Whatta hell is goin’ on???

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24/06/2009 - Posted by | Beatriz, colcha de retalhos, diário

5 Comentários »

  1. Oi Selma! Juju teve uma fase de pitis um pouco mais velha que a sua baby, devia ter uns 10 meses. Sempre depois que já estava dormindo há algumas horas, lá pelas 11 da noite ela acordava aos prantos, soluçava e não havia nada que resolvesse a não ser levar ela pra sala. Depois de uma hora a gente conseguia acalmar e levar de volta pra cama. Durou um bom tempo, as vezes pulava uns dias, semanas, e acontecia de novo. Nem sei o que foi, pesadelo, terror noturno, sei la. Mas passou! Nem tudo a gente consegue achar a causa. Bjs

    Comentário por Marcela | 24/06/2009 | Responder

  2. É apenas mais uma fase. talvez vontade louca de conhecer os padrinhos ! ( metida eu, hein ? ) . Tudo vai passar. Boa viagem e muita calma nessa hora. Aguardamos todos ansiosos. Beijos e venham bem!

    Comentário por marta | 24/06/2009 | Responder

  3. Selma, apenas um palpite. Pode ser dentinho nascendo. Ou não… Meu filho também teve sua fase de pitis. Até hoje eu fico imaginando o porque. E acho que vou morrer sem saber.
    Beijos.

    Comentário por lucy in the sky | 24/06/2009 | Responder

  4. Selma,
    acho que ela deve estar sonhando e do nada vira pesadelo, talvez. (isso a noite)
    E de dia, será que ela não está começando a “ver” aquilo que a gente nem sempre percebe? E que a maioria das crianças vêem?
    Talvez um ambiente meio carregado…essas coisas que nem vou escrever aqui pois nem todos aceitam/respeitam a opinião da gente.
    Palpite bobo de uma mãe que tem um filho que convive com isso há 12 anos ok? Ele não chora mais, mas me fala tudo…
    Nem considera se for o caso.
    Bjk aos 3

    Comentário por Isabel | 25/06/2009 | Responder

  5. Selma,

    não sei se a gente consegue descobrir a causa. Mas tem uma solução, como vocie bem percebeu, eficaz na maior parte das vezes: mudar de ambiente. E isso vale tanto para fora como dentro de casa: às vezes, basta deixar o quarto e ir para a sala que a coisa clareia. Ou seja: não custa tentar a cada piti… Outras vezes, depois de muito ficar num colo gritando, também funciona trocar de colo. Um colo novinho em folha ajuda mais que um colo cansado…
    beijos!
    Carô

    Comentário por carolina tarrio | 26/06/2009 | Responder


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