Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Coquetel Molotov

Noites de sono quebrado, solidão, desgaste físico da amamentação, viver em uma cidade estranha com um clima que faz com que nos tornemos prisioneiros na própria casa… Tudo isso combinado é veneno perigoso, alucinógeno da pior espécie.

Respirar, respirar, respirar…

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10/04/2009 - Posted by | colcha de retalhos, diário

3 Comentários »

  1. Selma,

    saudade do Brasil, das pessoas daqui, da vida daqui, da rotina, os sorrisos conhecidos, de olhar para o céu que a gente tanto conhece e saber até a hora que vai chover.
    Saudade de tudo.De ouvir palavras em português, as nossas piadas sem graça,aquela rua da subida prá Visconde que sai no Banco do Brasil e que tem uma curva e uma subida de matar os joelhos…
    Entrar num ônibus que você sabe para onde vai e se você não sabe, pode perguntar na sua língua que você vai entender a resposta.
    Saudade de fazer caminhada na Kennedy e encontrar uma antiga amiga de escola que você conhece há pelo menos 30 anos e ver que o filho dela está tão grande e dizer a ele:”- Eu vi vocÊ na barriga da sua mãe, e conheci sua mãe quando ela era da sua idade”.
    Saudade das lembranças, dos sons e dos cheiros que até de olhos fechados você sabe o que é.
    E pior, não poder dar ao seu filho essa vida que você teve, não poder dar ao seu filho essa rotina, essa infância LIVRE no parquinho perto da casa da vó e do vô, essa adolescência com os bailinhos na garagem da casa da Selma , na Marcílio Dias,em que o Alessandro dançava com a Lucimana na sétima série….a Isabel ia de saia-calça marrom e chinelo franciscano e ficava encalhada a noite toda porque os meninos achavam ela estranha de usar 4 camisetas uma por cima da outra para esconder a marca do primeiro sutiã, a lembrança da sala de aula do Rosalvito com a D. Afra…,e ainda mais falar para si mesma;”-EU ERA FELIZ E SABIA!”.
    Eu sei muito bem o que é isso, pode apostar o que você quiser.
    Peraí…sair na rua e não ser olhada de cima a baixo como se fosse um O.V.N.I. (efeito ambulância) é um presente que a gente merece se dar.
    Te entendo.
    Beijokas

    Comentário por Isabel | 10/04/2009 | Responder

  2. Logo logo virá para cá. A contagem regressiva é péssima mas sei que é impossível não fazê-la.O tempo aí deve ser imenso, um dia de 60 horas mais ou menos. Aguardamos vocês ansiosamente também. Beijos e mais um pouquinho de força.

    Comentário por marta | 10/04/2009 | Responder

  3. Realmente não é fácil nossa vida de mãe expatriada, nunca senti saudade do Brasil e da minha família tanto como sinto desde que a Julia chegou. Pensar que ela só fou a praia poucas vezes e eu cresci furando onda é muito estranho, ainda mais quando ela abre a boca e só fala inglês. Mas foi nesse desafio diário beirando a insanidade que há 3 anos e pouco aprendi a ser mãe, e maridão aprendeu a ser pai, entre erros e acertos nos viramos, ficamos exaustos mas conseguimos manter a sanidade. Bota uma música gostosa e animada, pega a Beatriz no colo e sai dançando pela sala, é o que eu faço até hoje quando o coração aperta. Beijos

    Comentário por Marcela | 11/04/2009 | Responder


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