Sentada na Pia

Porque esse poderá ser o último recurso de um pai e uma mãe de primeira viagem na Coreia do Sul…

Alô?

Hoje bateu uma baita saudades de mim…

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01/04/2009 - Posted by | colcha de retalhos

8 Comentários »

  1. É…, eu sei como é isso…
    Difícil assumir papéis, principalmente o da maternidade, quando estamos acostumadas à outro tipo de atividade.
    Uma coisa é querer ter filhos, bem diferente é ser mãe, principalmente como você tem sido.
    Por mais que o pai e marido nos ajude e apoie, é difícil ficar 24 horas( à vezes intermináveis) por dia, com um serzinho que até bem pouco tempo só conheciamos pelo ultrassom. Sabe, nessas horas mãe faz falta, mas com certeza ela está sempre presente te dando muita força, pense nisso, e confie… Logo você vai conhecer uma outra Selma, muito diferente da executiva, independente…Em breve, muito em breve…; a Beatriz irá te apresentar à ela.
    Beijos. Força. Miriam.

    Comentário por Miriam | 02/04/2009 | Responder

  2. Selma,
    eu sinto saudades de mim até hoje minha filha…há 12 anos sinto isso.
    E olha que agora eu tenho a minha mãe e o meu pai perto para ajudar com o Matheus…
    No dia 27/03 agora me arrumei, sequei o cabelão, lasca chapinha nele(tá na cintura), “si” perfumei, “si” maquiei e fui na festa da TWIST’S aqui em Sanca, pensando em matar a saudade de mim e da época boa das baladas,pensando que era uma festa para o “nosso” pessoal da época…hummm
    Cheguei na porta, vi aquele bando de fralda e mamadeira ( o mais velho devia ter 19 anos), todos de bonezinho e com cara de “donos ” da festa, mascando chiclete de boca aberta…FALA SÉRIO!!!
    Nem saí do taxi, voltei VOANDO para casa.
    Essa época já foi, a Isabel que eu era, EU ERA!
    As coisas mudam, quer a gente queira ou não.
    Sair para dar um fôlego, ir a um jantar, beber alguma com os amigos vá lá, mas as coisas tem que se adequar ao meu novo eu, como você e todos no mundo.
    Isso é chamado de ciclo da vida.
    Todas as fases se encerram e começam outras, e a gente vai se renovando, se moldando e se adaptando.
    Não temos que esquecer quem fomos, mas temos que entender quem somos e PARA QUEM somos.
    Hoje você é a mãe da Beatriz, e as vezes tem que abrir mão de algumas coisas…
    Dura, nua e crua realidade…pois é!

    Beijosssssssssssss

    Comentário por Isabel | 02/04/2009 | Responder

  3. É uma saudade muito compensadora, embora às vezes cansativa. Tudo vale à pena, pode ter certeza . Cada minuto de saudade vai dar saudade. Beijos!

    Comentário por marta | 02/04/2009 | Responder

  4. Você está do outro lado do mundo, e, paradoxalmente, não há ninguém em maior sintonia. Olha o post que tinha escrito (e ainda nem postei)…

    Não dá para ser tudo, ao menos por enquanto

    – “Puxa, estou com saudades de você!”
    É o que diz o meu marido, quando temos um respiro entre fraldas, mamadas, banhos e afazeres de todo tipo.

    Quer saber? Até eu estou com saudades de mim!

    Um recém nascido demanda tempo, dedicação, esforço físico e uma atenção enorme para se tentar adivinhar o que o incomoda, o que ele prefere. São uma série de ajustes que vão acontecendo devagar entre mãe e filho. Só que, enquanto isso, o mundo não pára. Seu marido continua existindo e tem saudade, a lavadora de roupas às vezes quebra, a campainha toca…
    Nesses momentos, a gente por vezes se perde, o casal se perde. Dar conta de colocar uma roupa e parecer um ser humano – e não um zumbi de pijama – já parece um ganho.

    Como? Disseram que você era capaz de ser mãe, companheira, amante e ainda dar uma ligadinha para saber a quantas anda tudo lá no trabalho?

    É mentira!!

    Não dá para ser tudo, pelo menos não agora.
    Mas isso não quer dizer que você tem de desistir da sua vida, do seu companheiro, de voltar a trabalhar e pentear o cabelo.

    É preciso abrir espaço aos poucos: na casa, na rotina – e sobretudo na mente. Ir campeando e roubar um pouquinho de tempo ali e outro aqui para resgatar o que é importante para você – e para o casal.

    Peça ao seu marido para ter paciência, mas peça também para ele não desistir de querer “roubar” você do mundo dos bebês. Essa ajuda é importantíssima para re-estabelecer o equilíbrio e a gente se “trazer de volta”.

    Comentário por carolina tarrio | 02/04/2009 | Responder

  5. É, eu e a patroa também ficamos com saudades de nós mesmos. Algum dia, lá atrás, nós nos esquecemos de nós. Filosoficamente falando, deve ter sido no dia da concepção. Porque, daí em diante a nossa vida ficou centrada nela, no nosso “animal”. A nossa bebê já está com 20 aninhos, estuda a 300 km de casa, adora ficar longe mais de um mês, e às vezes se lembra onde que é a casa dos pais. E a gente se pergunta : onde foi mesmo que eu fiquei ?
    Bem vinda ao mundo normal. Doído às vezes, mas muito normal.
    Quando voce retornar ao Brasil, trocaremos mais idéias a esse respeito.
    Dói, mas faz parte da evolução…

    Comentário por Varti | 02/04/2009 | Responder

  6. Selma, Às vezes penso que há uma pressão instituída de que para ser mãe temos que abrir mão de tudo,e sinceramente, penso que não é bem assim.

    Ok, ser mãe é fantástico, inexplicável (a quem nunca foi), é amor, delícia, enfim tudo de bom.

    Mas a parte prática é exaustiva às vezes e ninguém nos conta isso com todas as letras, com todos os tons.

    Uma das pérolas que ouvi logo que tive meu pequeno foi “Agora você vai perder sua identidade!”. Tratei logo de retrucar: “Não vou mesmo! Demorei tanto prá achar, que me recuso abrir mão disso!”. E isso prá mim é fato, ponto. Não podemos nos perder de quem somos.

    Se houvesse uma participação maior dos pais, não nos sentiríamos assim. Um pai que participe um pouco mais do que os que não estão nem aí, é visto em nossa sociedade como um prêmio, algo raro.

    Mas já reparou como nós mulheres não temos este privilégio?? Se o filho está bem cuidado, com frequencia se ouve “nossa vocês estão de parabéns!”, se está mal cuidado, se é mal educado…. “onde está a mãe que não cuida??”

    É injusto, mas nós mulheres também somos responsáveis por este cenário.

    Por isso, digo sem o menor pudor, tenha muito tato com você. Mate as saudades de você, o mais rápido que puder. E perceba que você passou por muitas coisas diferentes nos últimos meses, e que dar conta de um bebê é uma (são muitas) tarefa (s) e tanto!!! Uma novidade por dia. É preciso tempo, paciência e amor (contigo mesma) para assimilar tudo.

    No meu ataque de loucura pós-parto li “As máscaras da maternidade”, é um tanto exagerado em alguns aspectos quase no final, mas me ajudou a entender tudo o que eu estava sentindo!

    Peça ajuda ao maridão, reserve um tempo para você, para um banho demorado, uma manicure, um livro ou qualquer coisa que deixe a tua alma feliz! Que sejam 15 minutos por dia, reserve um tempo só seu, é renovador, é salutar, é curativo e te trará de volta uma “você” mais feliz.

    Fique bem!

    Comentário por Lu | 03/04/2009 | Responder

  7. Nossa Selma, o povo deixou comentarios tão lindos e animadores que eu ate fiquei com vergonha de te contar que eu tambem estou com saudades de mim e não sei quando poderei me reecontrar, alias depois de ler os coments de que ja passou por isso, nem sei se algum dia vou me reencontrar…..
    Beijosss

    Comentário por Laura | 03/04/2009 | Responder

  8. SElma, a saudade de si demora muito a passar. Creioq ue após virarmos mães, percamos sim, a nossa identidade antiga. Não, não estou falando de essência, mas algo muito grande muda em nós. É um gigantesco rito d epassagem o de encontrar-se com a amaternidade, perder-se de si mesma e conhecer aos poucos o novo eu que se vai formando. Eu fiquei em transe, em crise cotidiana e silenciosa, dentro de mim era uma sensação de morte de mim mesma… de perder-me, de abandono… e o pior, tudo isso muito silencioso porque se a gente fala d everdade o que está sentindo, vêm muitas marias e pedros conselheiros nos dizer que estamos a exagerar ou que somos mães desalmadas. Mas não é nada disso. É luto sim, pelo que fomos e não somos mais e pasmo diante do novo que nos transfoprmamos. Mudamos sim, é inegável.
    O consolo que eu tenho a te dar é que aos poucos você resgata esta sua essência, aquilo que se manterá para sempre inalterado em você. Após o quinto mês de Alice, eu voltei a me encontrar> São ainda encontros tímidos, vôos rápidos que dou até ali, onde me refugio e me sinto outra vez com um pouco do que fui…mas, inegavelmente, não nos desencontramos do que já somos de novo agora: essa nova mulher… e mãe!.
    Um beijo

    Comentário por Alena | 06/04/2009 | Responder


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