Papo de pai: em se falando de excrementos…
De uns meses pra cá, o cocô da Beatriz passou a assumir uma consistência, digamos, mais firme. Saímos da fase “creme de pistache com avelãs” para a versão “croquete”, o que é uma grande evolução.
Ora, limpar é muito mais fácil, a chance de vazar é quase nula, dá pra arremessar na privada e dar um adeus pela descarga…com a mudança da alimentação, era de se esperar que isso acontecesse, e as coisas ficaram muito mais fáceis.
Vira e mexe eu dou banho na Beatriz e, geralmente, na hora do banho, a fralda está invicta, ou melhor, só com xixi. O famigerado cocô só vem em outras horas. Mas, ontem, a coisa foi diferente:
Eu (abrindo a fralda): Vamu tomá banhu, vamu tomá banhu, vamu…opa…
Selma (da cozinha, via babá eletrônica): Que foi?
Eu: Putz, um cocozaaaaço!
Selma: Sério???
Eu: Sério. E…pãããtz…
Selma: O quê??
Eu: Tá todo molegato…
Selma: Jura? Diarréia??
Eu: Não, não. Só tá meio…esparramado…atropelado…ahn, pastoso…
Selma: Xi, ela deve ter feito, sentado em cima e dado aquela rebolada…
Eu: Pois é…meu…
Selma: Mas tá muito ruim?
Eu: Digamos que…deixa eu ver…lembra quando eu falava que parecia um kafta?
Selma: Sei…
Eu: Então, digamos que hoje passou de kafta pra babaganoush…
Selma: Pãããtz…
Como detonar um relógio em 3 etapas…

Etapa 1

Etapa 2

Etapa 3
Matrioshka
Beatriz e a Matrioshka:
Poesia paterna
Poesia concreta, estilo Arnaldo Antunes:
“Gatinha, minha gatinha,
A filha da vizinha engatinha,
E você, não engatinha porque,
Hein, gatinha???”
Será que os Titãs estão precisando de um letrista?
Da série “Fotos pelas quais ela vai me odiar no futuro”, Parte 1
Resfriado brabo, né, filha?

Ah, eu te pego, papai...
Não vai engasgar, hein?
Beatriz degustando seu primeiro biscoitinho de arroz:
Beatriz, Elefantastico e Kung-Fu Panda
Só alegria, mesmo com o resfriado:
Eu tô locooooona!
Parabéns, Filhota, pelos seus 7 meses !
Se eu te pego…
A Selma hoje me traz notícias frescas do front da convenção semanal de bebês…
Diz que, durante um dos convescotes nenesísticos, um dos meninos “grandinhos” (entenda-se com cerca de 2 anos de idade), filho de uma coreana e de um suíço, começou com umas idéias erradas pra cima da Beatriz.
Não, ele ainda não está dando em cima dela. Na verdade, é o contrário: por causa de um carrinho que a Beatriz tem, o pequeno empiastro (acho que minha vó usava esse termo) armou um barraco, querendo o carrinho pra ele, depois chutando-o violentamente e, a seguir, descendo a mão na Beatriz.
A Selma conseguiu resgatá-la quase a tempo, mas sem poder evitar que ele lograsse um tapa na perna de nossa filhota, a qual, obviamente, abriu o berreiro.
Ele tem 2 anos; ela, 6 meses…
A mãe, uma dessas patsas modernas adepta da psicologia Ursinho Puff (ou “Pooh” para os mais atuais), manda aquela frasezinha típica: “Filho, a mamãe n-ã-o gosta assim”, o que é prontamente ignorado pelo fedelho, que retorna à sua atividade sádica predileta que é se aproveitar de quem é menor.
Claro, toda criança passa por isso mais cedo ou mais tarde. Sempre vai ter alguém mais agressivo(a) que vai querer se impor, principalmente valendo-se do tamanho: eu sou maior, então você submeta-se a mim. A Natureza é assim…mas é de pequeno que aprendemos coisas básicas: o que é dos outros não é meu; se eu quiser brincar tenho que pedir; não se bate nos outros; etc.
Em relação a “não se bate nos outros”, tudo depende da sequência dos fatos. Não se “começa” a bater nos outros mas, se alguém te bater, você não vai ficar lá olhando e esperando o próximo tapa. Eu sei, se te baterem na esquerda, ofereça a direita e vice-versa…mas ofereça junto a sua MÃO direita, bem dada.
Eu tive problemas quando era bem pequeno, e era difícil pra mim revidar. Meu pai falava: “Nato, não é pra brigar. Mas tem que se defender. E lembre-se: é pra dar UMA SÓ”, ou seja, é pra acabar ali. Com o tempo, eu fui aprendendo e, felizmente, nunca precisei entrar em nenhuma briga séria.
Obviamente, a Beatriz está longe dessa fase. Mas nem eu nem a patroa temos sangue de barata. A Selma, imediatamente, interferiu e comeu o toco do moleque. A mãe dele, meio sem graça, vem com aquelas conversas de escolinha pedagógica: “Ah, sabe, entenda, ele fica muito tempo dentro de casa”…
Essa desculpa é boa. Ele fica acorrentado na parede, com focinheira e camisa de força? Quando solta o bicho ele fica loucão e sai que nem um rolo compressor por cima de todo mundo (que é menor que ele, bem entendido)? Esse mundo me diverte…
A sorte do pequeno mancebo (e da mãe dele) é que eu não estava por lá. Eu teria agarrado a mão do valente e gritado um “NÃO! NO! ANNYO!” com uma das minhas caras de zumbi-louco (quem me conhece sabe o que é isso) que faria ele perder o rumo por uns 15 segundos, antes de ele sair correndo chorando pra mãe (e tendo certeza que durante pelo menos os próximos 10 anos ele teria pesadelos recorrentes com o zumbi branco sanguinário).
É impressão minha ou tudo se inverteu mesmo? Eu disse pra Selma que é capaz de a mãe, ao invés de dizer o tradicional “Se você bater nela vai ficar de castigo / não vai ver TV / não vai tomar sorvete / etc. ” é capaz de dizer “Se você NÃO bater nela, eu te compro um brinquedo novo”. É chantagear o bandido como se ele estivesse no seu direito, e não prevenir o meliante com a ameaça da cadeia. Pelamordedeus! Como diria uma das leitoras aqui do Sentada na Pia, a Laura, “olha, espera um pouco que eu vou ali dar uma suicidada e já volto”…
E as educadoras modernas de plantão que seguem a linha do “tudo é lindo, vamos conversar, vamos fazer uma troca, e outras baboseiras” que perdoem o ignorante pai de primeira viagem mas, na minha humilde opinião, não tem essa de “negociação”. Não se negocia com terroristas com quem ainda não conhece limites. Primeiro, você impõe os limites. Depois, podemos até pensar em discutir opções (que mané negociar, que).
Enquanto minha filha não puder se defender sozinha, vai ter criança que vai dançar miúdo com o tio nervosão aqui. E se for arrumar confusão com os pais, eles que me desculpem também. Se vocês não dão um jeito nos seus descendentes, deixem eles longe.
E se a Beatriz um dia armar pra cima de outra criança do mesmo jeito que esse individuozinho, ela vai escutar um monte, com certeza.
“Mas você tem que entender”…sei, eu entendo. Peraí que, no aniversário do seu pequeno orc, eu compro um DVD pra ele: “O Silêncio dos Inocentes”…
Molequedozinferno, se eu te pego…
Justiça seja feita
A mãe esqueceu de mencionar que a filhota foi guerreira: no Brasil, acompanhou-nos pra tudo quanto foi lado (apesar do cansaço) e, no avião, não deu problema nenhum pra gente. Pelo contrário, dormiu grande parte do tempo e, quando acordada, ficou brincando no seu cantinho especial:

Além disso, fez sucesso com as comissárias de bordo e com os passageiros!
Filhota, obrigado por ter sido tão boazinha!! (e depois a mãe escreve mais…)


